O comando de válvulas do motor precisa girar sincronizado com o virabrequim. Existem três jeitos de fazer isso: corrente metálica, correia seca (por fora, em um compartimento isolado) e correia banhada a óleo, que trabalha dentro do motor, mergulhada no lubrificante.
Por que as montadoras usam
A correia no óleo faz menos barulho que a corrente, tem menos atrito e ajuda a reduzir o consumo. Em motores pequenos e turbo, cada décimo de km/l conta para a nota do Inmetro e para as metas de emissões.
O que pode dar errado
A correia é de borracha especial e foi projetada para um óleo específico. Óleo fora da especificação, vencido ou com o nível baixo por muito tempo pode degradar a borracha. Pedaços soltos chegam ao pescador da bomba de óleo, a lubrificação cai e o estrago pode ser grande.
- Use exatamente o óleo do manual (norma e viscosidade), não “um parecido”.
- Respeite o prazo de troca, inclusive o prazo em meses para quem roda pouco.
- Confira o nível com o carro na garagem, uma vez por mês.
- Siga o intervalo de troca da correia previsto no plano de manutenção.
Quem usa, no nosso banco
Entre os 0 km com ficha completa no comparador, aparecem com correia banhada a óleo:
- Chevrolet Montana, motor 1.2 Turbo
- Chevrolet Onix, motor 1.0 aspirado
- Chevrolet Onix, motor 1.0 Turbo
- Chevrolet Onix Plus, motor 1.0 aspirado
- Chevrolet Onix Plus, motor 1.0 Turbo
- Chevrolet Tracker, motor 1.0 Turbo
- Chevrolet Tracker, motor 1.2 Turbo
Ainda estamos mapeando o tipo de comando de todos os motores; os sem dado ficam marcados como “em levantamento” no raio-x do comparador.
Equipe Rato de GaragemComparamos carros com dados oficiais. Tem uma dúvida ou viu um número errado? Fale com a gente.


